A culinária do Pará tem forte influência indígena. Possui pratos típicos como: Pato no Tucupi, o Tacacá, a Maniçoba, entre outras delícias como o açaí.
A cozinha paraense é considerada como a mais genuína cozinha brasileira por não possuir influências européias ou africanas. Os elementos encontrados na região formam a base de seus pratos. Os pratos típicos utilizam produtos naturais, colhidos das fontes mais puras encontradas na flora e na fauna amazônicas, sem similar em outro lugar do mundo, sendo essa, uma forte herança deixada pelos índios da região.
Com mais de uma centena de espécies comestíveis, as frutas regionais podem ser encontradas no Mercado Ver-o-Peso, feiras livres, mercados e supermercados da cidade de Belém; elas são responsáveis diretas pelo indefinível, requintado e, muitas vezes, exótico sabor das deliciosas sobremesas que enriquecem a mesa paraense. Destacam-se: açaí, bacaba, cupuaçu, castanha-do-pará, bacuri, pupunha, tucumã, muruci, piquiá e taperebá.
Maniçoba - É um dos pratos típicos da cozinha regional que melhor retrata a maneira indígena no preparo de sua comida. A maniçoba é feita de maniva, que são as folhas da mandioca, moídas e cozidas por aproximadamente sete dias. É servida com arroz branco cozido. Seria a "feijoada" paraense, que servida com a farinha grossa de mandioca fica ainda mais apetitosa.
Tacacá - É uma comida regional muito diferente, preparada com o tucupi (caldo da mandioca, previamente fervido com alho e chicória), goma (mingau feito com uma massa fina e branca, resultado da lavagem da mandioca ralada) e jambu (planta considerada afrodisíaca).
O tacacá é servido em cuias, acompanhado ou não com molho de pimenta-de-cheiro, e é encontrado geralmente nas esquinas de Belém, em barracas das famosas "tacacazeiras". É um prato originário dos índios.
Mujica é um prato de espécie cremoso (como strogonof ) que pode ser feita de farinha de peixe conhecida como piracuí, massa de siri ou caranguejo.
Pato no Tucupi - O pato no tucupi é preparado com tucupi( caldo retirado da mandioca) e jambu (erva amazônica). Abaixo fornecemos a receita:
O Pato no TucupíTempere o pato com cebola, o alho, o sal e a pimenta. Coloque-o em uma assadeira com um pouco de óleo. Leve ao forno e deixe até dourar. Retire do forno e corte em pedaços. Coloque o pato numa panela com o tucupí já fervido. Leve ao fogo e cozinhe até ficar macio. Se estiver muito seco, adicione mais tucupí. Acrescente então a folhas de jambu limpas, e deixe cozinhar até os talos ficarem bem macios. Sirva acompanhado de arroz branco e farinha de mandioca. Obs.: O tucupí deve ser fervido com alho, chicória, alfavaca e sal. Nas feiras livres o tucupí e vendido engarrafado.
Para usá-lo, ferva-o com os temperos. Jambu é uma erva de folhas parecida com as do mal-me-quer, muito usado na cozinha paraense. Indicação: 6 a 8 porções
Coloque em uma panela o tucupí, tempere com alho, chicória, alfavaca e sal, leve ao fogo e deixe levantar a fervura. A seguir baixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por 30 minutos. Cozinhe o jambu em água quente, deixe cozinhar até os talos ficarem macios, retire e escorra, deixe reservado.
Retire a cabeça do camarão e deixe de molho em uma vasilha com água para retirar o sal. Ferva 4 xicaras de água com sal a gosto, dissolva a goma em uma vasilha com água fria, acressente ao poucos na água fervendo, até ficar um mingau grosso, ou, ao ponto de sua preferência. Sirva em uma cuia nesta sequência: duas colher de sopa de tucupí, uma concha de goma, uma concha de tucupí, algumas folhas de jambu e 5 camarões, sal e pimenta a gosto. Na falta da goma de mandioca pode ser usada o polvilho azedo.